AO SONHAR MATO A SAUDADE

 


Quanto tempo dura uma paixão ou um amor? A perca acaba, sempre em luto que, invariavelmente, todos enfrentamos em determinado momento da nossa vida, pessoalmente, sou daquelas pessoas que acredita em paixão e também em amor à primeira vista, não é nenhuma “história” é a realidade, eu acredito que pode acontecer da forma mais inexplicável. 

Durante muitos anos desacreditei esta parte dentro de mim… não acreditava ser possível depois de mais de cinquenta anos de vida ser possível apaixonar-me, algo que me fizesse sentir que valia voltar a apaixonar-me… tive confiança, e segurança, que estava a dar nenhum passo errado… a partir de novembro de 2011, tudo aconteceu de uma forma inesperável, a partir desta data os abraços passaram a ser mais apertados, os beijos passaram a ser mais intensos, o toque cada vez mais suave, eu estava feliz com o teu amor Paula! Ao longo de mais de onze anos vivi um sentimento intenso de atração, excitação e, um desejo profundo por uma pessoa, objeto, causa ou atividade

Que passei a adorar! Sabes, foram tantos os momentos de felicidade, histórias e algumas angústias, mas, para equilibrar, algumas vitórias. Sonhei, sorri, chorei, gritei, comemorei, tive o coração partido, vivi histórias inimagináveis. Perdi pessoas que amei (minha querida mãe) sentindo o palpitar do meu coração a pulsar intensivamente. Mas, no fim, parece-me apenas ficado um grande vazio, muitas vezes falamos da dor do amor, da desilusão, ficando apenas da história que acabou restando apenas um vazio, aquela sensação estranha de que estavas num cantinho, no meu coração, mas, desapareceste e deixei de ter alguém para dar um abraço! afinal o que existe depois do amor? o que existe depois do adeus, da mágoa? o que existe quando deixas de me enviar uma mensagem?


Presumo que seja tudo mais uma questão de defeito do que de feitio, embora com mais de setenta anos ainda sou um miúdo! o meu entendimento poderá ser definido a minha aptidão apropriada com o que normalmente apelidamos de desafios do meio, aquilo que habitualmente se entende como capacidade de adaptação de cada um de nós. Estas minhas narrativas tem permitido conceber a minha vida como ideal de toda a educação e um valor social incontornável, pela racionalidade tem permitido, contudo, algumas cedências, como forma de raciocinar sobre as emoções e usar a emoção para facilitar o pensamento (relembrando o que disseram Mayer & Salovey, 1997 sobre este assunto.


Eu ainda te amo. Sinto a necessidade de te amar, ainda te amo tanto, Paula, com todas as minhas forças, ainda te amo. ainda sinto o seu cheiro na almofada, nas minhas roupas, ainda te sinto em mim, nos textos que escrevo, nas letras das músicas que continuo a escutar.

Sinto que é errado. Mas como fugir de um sentimento tão inevitável quanto o amor? Como fazer a mente enfrentar o coração, se um controla o outro? Como ser racional quando as emoções falam mais alto? Espero que um dia vás entender não sendo, da minha parte, por falta de tentativas… mas magoa tanto pensar que este amor partiu, espero que um dia entendas Paula.


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