(escrito em 27-09-2026, antes da minha partida para Dublin) Paula, finalmente conseguiste libertar do amor que eu tinha por ti , tenho escrito para ti no entanto, tu saberás, sempre foste e és necessária para a minha vida, a tua lembrança está tão aprisionada ao meu coração, como nos dias em que derramava através da minha escrita e que tu, talvez nunca tenhas lido. Sabes Paula, eu amo-te, como te amava; e amar-te-ei como te amo, o meu amor não tem tempo, término nem medida. Não teve um princípio fixo; e por isso não terá fim determinado, existindo enquanto eu existir e subsistirá eternamente, como a alma que não morre jamais. Se este amor que me tu me deste e que inspiras fosse um amor carnal, um amor como se sente por um familiar que nos fala ao coração; esse sentimento terreno e frágil como tudo que é da terra, acabaria com a duração do tempo. Porém, eu amo-te; com uma sensibilidade imensa, profunda e indestrutível, que é o sentir e a duração da minha alma; este amor, como exis...
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